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07/07/2015
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Certificando a coragem de um super-herói

Incentivar seu filho a ser corajoso faz toda a diferença para a formação de um adulto confiante e bem-sucedido.

Na vida é preciso ter coragem, seja para grandes ou pequenos atos, heroicos ou rotineiros, em todos os momentos um novo desafio surge. E é na infância que definimos boa parte da nossa personalidade, se seremos tímidos, proativos ou corajosos, pois é nesta fase que aprendemos o que é certo e o que é errado.

É papel dos pais e do cuidador incentivarem suas crianças, ajudando-as a enfrentarem seus medos rotineiros, como tirar sangue, tomar injeção, dar os primeiros passos, dormir sozinho e no escuro, pular na piscina, andar de bicicleta sem rodinhas e se aproximar de um animal desconhecido, e encorajando-as para que elas não tenham receio de errar, já que isso faz parte do aprendizado, é normal. Você até pode não ser um exemplo de adulto corajoso, mas tem que incentivar seu filho a fazer amizades, aprender, viver novas experiências e ter iniciativa.

hemograma2Mas como agir em situações que a criança demonstra medo e insegurança? A psicóloga Liliane Moreira, especialista em Terapia Familiar e Gestalt-terapia, defende que mesmo nas piore situações, não há nada melhor do que dizer a verdade. “O mais importante, para encorajar as crianças, é sempre falar a verdade. É dizer que pode ser que doa, que os momentos da vida sejam difíceis. Ouvir uma mentira de uma pessoa que a gente confia, como um pai, uma mãe, pode traumatizar e fragilizar a criança”, orienta.

A psicóloga também explica que não basta falar a verdade, é necessário estar presente no
momento da dificuldade, já que “a dor quando dividida é menos pior, principalmente, quando se é uma criança”. Depois que tudo passar, os pais devem qualificar a capacidade do filho ter se saído bem naquele momento, o elogiando. Estas simples ações tornam a criança mais segura de si e a ajuda a elevar sua autoestima.

Qualificando ações
Uma criança com uma autoestima boa, tranquila, segura de si, faz amigos com tranquilidade, toma iniciativa. Para alimentar essa segurança devemos qualificar as atitudes, parabenizando quando for positiva, e não só repreendendo quando for negativa.

“Alguns pais são tão rigorosos que só lembram de reprimir quando o filho fez uma coisa da qual não gostaram, mas não lembram de elogiar quando fez algo bom, o que é extremamente importante. Porque se a gente passa apenas a punir, a repreender, a desqualificar as coisas ruins que ela faz, ela pode ficar mais acuada, retraída e a autoestima vai lá pra baixo. Ela pode perder a iniciativa para as coisas”, esclarece Liliane.

Quando criança, a baixa autoestima pode se manifestar de maneira sutil, pouco notada, mas, com o tempo, ela pode se desenvolver e aparecer mais forte. Essas primeiras experiências são muito importantes, principalmente por serem o início da construção do ser humano.

Liliane lembra que os pequenos não sabem lidar com essas situações de desaprovação:
“Quando a gente é adulto e tem alguma frustração, decepção, alguém pega muito no nosso pé, achamos um mecanismo para nos adaptar a isso, mas quando a gente é criança os mecanismos não são tão desenvolvidos. Então, lidar com essa experiência pode ser muito mais traumatizante do que se imagina”.

Não exagere e não pressione
Pressionar a criança a ser proativa, corajosa e desenvolta gera um efeito contrário, por isso, não exagere. Tanto de imediato ou a longo prazo, essa pressão gera muita ansiedade e insegurança. “O tempo todo queremos corresponder às expectativas das pessoas que são tão importantes para nós. É uma tentativa muito frustrada caber em uma roupa que não é nossa. Isso gera ansiedade e crise existencial”, explica Liliane Moreira.

Segundo a psicóloga, o ser humano não é só tímido ou só extrovertido, tudo depende do
contexto, da situação que vai definir quais características falarão mais alto naquele momento. Por isso, é muito importante algumas vezes livrar seu filho das suas expectativas para confortá-lo, deixando mais a vontade nos momentos, participando delas com ele, demonstrando que está tudo bem.

Brincando de super-herói
Que tal fazer um “escudo de coragem” para brincar com suas crianças? Ou então, vesti-las com roupas de super-heróis para as encorajar? Sim, isso ajuda e muito!

“Temos que dizer a verdade, mas não podemos esquecer que é uma criança, então, nesse caso, a parte lúdica, a brincadeira, é muito mais acessível para elas. Até mesmo para poder tornar aquele assunto mais interessante, criando cenários para envolver e atrair a atenção e pra que ela entenda, falando a língua dela”, diz a psicóloga.

Esses escudos servem para ilustrar algo que não é concreto, um sentimento, o que é
extremamente complexo para o entendimento de uma criança. O simbolismo das coisas aí é muito importante, e o escudo é uma proteção física e simbólica. Usar uma capa de herói é uma maneira de, literalmente, a criança vestir a coragem que precisa naquele momento.

Outro recurso para fazer as crianças refletirem sobre o assunto são os filmes com personagens que demonstram coragem e valentia. Colocar seu filho no lugar do personagem e perguntar a ele o que faria naquelas situações os incentiva. O mesmo serve para os livros, claro! Então, vamos ser heróis por um dia?

Encoraje seu filho
– Diga sempre a verdade e participe nos momentos de desafio; a coragem contagia;

– Incentive brincadeiras que “enfrentam” os medos sem assustar; para o de escuro, a cabra cega, por exemplo;

– Dê um escudo de coragem ou uma capa de super-herói e explique o significado daquele “poder”;

– Assistam filmes e leiam livros que incentivem a coragem;

– Não desqualifique os medos, sempre dando apoio, e qualifique as ações positivas;

– Evite situações que possam assustá-lo, prevenindo traumas;

– Não crie mitos ou sentenças punitivas, como “Deus castiga”;

– Não pressione a ser corajoso.

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